terça-feira, 30 de junho de 2009

Peter Pan que acabou por morrer longe de Neverland!

Depois de ter falecido o “Rei do Pop” e de todo o mundo ter lamentado a perda, resolvi deixar uma singela homenagem ao artista.
Confesso não ser grande fã, apesar de alguns dos seus temas terem marcado diversos momentos da minha vida. Deixo aqui os vídeos dos meus temas favoritos, “Man in the Mirror”, "Dirty Diana" e “Give in to me” (barra lateral direita).
Todos temos defeitos e ele nunca os tentou esconder, mas decididamente Michael Jackson deverá ser recordado para todo o sempre pela forma como revolucionou a música e pelo seu talento.

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Michael Jackson faleceu na passada quinta-feira, por volta das 20h (hora de Lisboa), no Centro Hospitalar da Universidade da Califórnia, para onde tinha sido transportado de urgência após ter tido problemas cardíacos na sua casa em Holmby Hills, Los Angeles.
O "Rei da Pop" tinha 50 anos e preparava-se para uma monumental digressão de despedida ("This Is It") composta por 50 concertos em Londres, na O2 Arena, a decorrer entre 13 de Julho de 2009 e 6 de Março de 2010.
Termina assim, de forma trágica, a história de um cantor que se tornou uma das mais importantes figuras da cultura pop do século XX. Nascido em Gary, Indiana, a 29 de Agosto de 1958, iniciou uma carreira profissional aos 11 anos, com quatro dos seus nove irmãos no grupo The Jackson 5, estrelas grandes no universo Motown dos anos 70, e o primeiro grupo de adolescentes a cativar de igual forma público branco e negro.
Já a solo, deu o primeiro grande passo para se tornar uma estrela mundial com o álbum "Off the Wall", em 79. Ajudado por Quincy Jones, Paul McCartney e Stevie Wonder, por exemplo, Jackson conseguiu ter cinco singles no top americano e o álbum vendeu cerca de 20 milhões de exemplares.
Aquilo que "Off the Wall" anunciava, "Thriller", em 1982, concretizava. "Thriller" tornou realidade todos os sonhos da indústria discográfica: sete das suas nove canções saíram como single e entraram no top, a MTV apanhava a boleia e lançava-se, muito à custa do vídeo do tema 'Thriller' realizado por John Landis, e o álbum tornou-se o mais vendido de sempre, com cerca de 109 milhões de cópias comercializadas em todo o mundo.
"Thriller" deu início a uma espécie de superliga da pop, na qual poucos artistas até hoje conseguiram entrar, e tornou Jackson todo-poderoso. Foi nestes anos que Jackson afirmou não só a sua música, mas uma série de coreografias que fizeram escola, a mais famosa de todas, o passo moonwalk.
'We Are the World', a canção que escreveu em 1985 com Lionel Richie, e os álbuns seguintes, "Bad", de 87, e "Dangerous", de 91, iriam cimentar tudo isto. "Bad" teve cinco singles em primeiro lugar do top americano, e vendas de 30 milhões. "Dangerous" vendeu 32 milhões (a digressão respectiva passou por Portugal a 26 de Setembro de 1992 no Estádio de Alvalade).
A partir dos anos 90, a música deu lugar ao 'Wacko Jacko', a um circo mediático que incluiu acusações e julgamentos por abuso sexual de menores, confissões de que ele próprio fora vítima em criança de violência por parte do pai, a descoloração da sua pele, as inúmeras operações plásticas que lhe deformaram o rosto, o chimpanzé Bubbles, a luva de lantejoulas, os seus dois casamentos (o primeiro, em 1994, com Lisa Marie Presley, e o segundo, em 1996, com a enfermeira Deborah Jeanne Rowe, de quem teve dois filhos, Michael Joseph Jackson, Jr. e Paris Michael Katherine Jackson - em 2002 teve um terceiro filho, Prince Michael Jackson II, por inseminação artificial de uma mãe de aluguer), a máscara de veludo, o declínio das suas finanças (apesar dos 750 milhões de álbuns vendidos e de contratos milionários).
O seu último álbum de estúdio, "Invincible", saiu em 2001, mas dele pouco há para contar. Na história da pop, Michael Jackson foi a maior estrela a solo de todos os tempos.
Na história pop, foi um Peter Pan trágico que acabou por morrer longe de Neverland.

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