Um grupo de cidadãos de Estremoz contesta o novo traçado proposto para a variante do Itinerário Principal (IP) 2, por considerar que põe novamente em causa interesses económicos, sociais, patrimoniais e ambientais.
Carlos Sarmento de Matos, representante do grupo de cidadãos, disse hoje à agência Lusa que a Estradas de Portugal "ignorou a decisão governamental" de 2007 e propõe agora um traçado para a variante do IP2 em Estremoz que "é praticamente o mesmo que teve o parecer negativo da Comissão de Avaliação de Impacte Ambiental e foi chumbado pelo Governo".
"As alternativas propostas põem em causa os mesmos interesses económicos, sociais, patrimoniais e ambientais que levaram o Governo, em 2007, a chumbar o traçado", salientou Carlos de Matos.
De acordo com o representante do grupo de cidadãos que se propõe defender os interesses de Estremoz, o traçado agora proposto aponta para duas vias, quando estavam previstas quatro, porque os "estudos apontam falta de tráfego".
Carlos Sarmento de Matos explicou ainda que empresários do sector vinícola investiram tendo em conta a anterior decisão governamental, que agora é posta em causa.
"Toda a argumentação que muitos cidadãos de Estremoz utilizaram para contestar o projecto de 2007 e que o Governo sancionou, está de novo em causa", salientou.
A solução alternativa proposta em 2007 pelo grupo de cidadãos, a construção da variante ao IP2, pela zona nascente da cidade, é "abandonada", segundo Carlos de Matos, no Estudo de Impacte Ambiental em discussão, com "argumentos pouco consistentes".
Segundo o processo de contestação que foi apresentado à Agência Portuguesa do Ambiente pelo grupo de cidadãos, a que a Lusa teve acesso, a 22 de Agosto de 2007, o Governo emitiu uma Declaração de Impacte Ambiental desfavorável à execução do projecto "IP2 Variante a Estremoz e Reformulação do Nó com a EN4".
Dois anos depois, refere o documento, a "Estradas de Portugal surge com um novo projecto, que é apenas novo na designação e no traçado específico, mas que é praticamente igual ao anterior quanto aos impactos negativos, uma vez que atravessa exactamente a mesma área que em 2007 se entendeu dever defender".
Em 2007, o que estava em discussão era a execução do projecto "IP2 Variante a Estremoz e Reformulação do Nó com a EN4". Agora o projecto apresentado é formalmente diferente e chama-se "IP2-IP6 (A23) Portalegre (IP7/A6".
O documento refere ainda que "contra tudo e contra todos e, assim parece, com o beneplácito silencioso da autarquia, a entidade proponente tenta inserir o projecto contestado e chumbado em 2007 num outro projecto mais vasto com a intenção de 'embrulhar' de outra forma e diluir a contestação sobre o traçado específico da zona de Estremoz.
Segundo o documento, na zona de Estremoz, "surgem agora três traçados, mas nenhum deles constitui uma alternativa aos outros porque atravessam praticamente a mesma zona e os seus impactos são exactamente os mesmos".
O Ministério do Ambiente chumbou em Agosto de 2007 o traçado proposto, na altura, para a variante do IP2 em Estremoz, devido a impactos negativos significativos, segundo um documento a que a Lusa teve acesso.
A construção do troço do IP2 que passa em Estremoz já havia sido chumbada pela Comissão de Avaliação de Impacto Ambiental, mas como o parecer desta entidade não é vinculativo coube ao Ministério do Ambiente uma decisão final.
A declaração de impacto ambiental, assinada a 22 de Agosto de 2007 pelo secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, diz que o "projecto induzirá impactos negativos significativos", nomeadamente em áreas de vinha, olival e montado.
Carlos Sarmento de Matos, representante do grupo de cidadãos, disse hoje à agência Lusa que a Estradas de Portugal "ignorou a decisão governamental" de 2007 e propõe agora um traçado para a variante do IP2 em Estremoz que "é praticamente o mesmo que teve o parecer negativo da Comissão de Avaliação de Impacte Ambiental e foi chumbado pelo Governo".
"As alternativas propostas põem em causa os mesmos interesses económicos, sociais, patrimoniais e ambientais que levaram o Governo, em 2007, a chumbar o traçado", salientou Carlos de Matos.
De acordo com o representante do grupo de cidadãos que se propõe defender os interesses de Estremoz, o traçado agora proposto aponta para duas vias, quando estavam previstas quatro, porque os "estudos apontam falta de tráfego".
Carlos Sarmento de Matos explicou ainda que empresários do sector vinícola investiram tendo em conta a anterior decisão governamental, que agora é posta em causa.
"Toda a argumentação que muitos cidadãos de Estremoz utilizaram para contestar o projecto de 2007 e que o Governo sancionou, está de novo em causa", salientou.
A solução alternativa proposta em 2007 pelo grupo de cidadãos, a construção da variante ao IP2, pela zona nascente da cidade, é "abandonada", segundo Carlos de Matos, no Estudo de Impacte Ambiental em discussão, com "argumentos pouco consistentes".
Segundo o processo de contestação que foi apresentado à Agência Portuguesa do Ambiente pelo grupo de cidadãos, a que a Lusa teve acesso, a 22 de Agosto de 2007, o Governo emitiu uma Declaração de Impacte Ambiental desfavorável à execução do projecto "IP2 Variante a Estremoz e Reformulação do Nó com a EN4".
Dois anos depois, refere o documento, a "Estradas de Portugal surge com um novo projecto, que é apenas novo na designação e no traçado específico, mas que é praticamente igual ao anterior quanto aos impactos negativos, uma vez que atravessa exactamente a mesma área que em 2007 se entendeu dever defender".
Em 2007, o que estava em discussão era a execução do projecto "IP2 Variante a Estremoz e Reformulação do Nó com a EN4". Agora o projecto apresentado é formalmente diferente e chama-se "IP2-IP6 (A23) Portalegre (IP7/A6".
O documento refere ainda que "contra tudo e contra todos e, assim parece, com o beneplácito silencioso da autarquia, a entidade proponente tenta inserir o projecto contestado e chumbado em 2007 num outro projecto mais vasto com a intenção de 'embrulhar' de outra forma e diluir a contestação sobre o traçado específico da zona de Estremoz.
Segundo o documento, na zona de Estremoz, "surgem agora três traçados, mas nenhum deles constitui uma alternativa aos outros porque atravessam praticamente a mesma zona e os seus impactos são exactamente os mesmos".
O Ministério do Ambiente chumbou em Agosto de 2007 o traçado proposto, na altura, para a variante do IP2 em Estremoz, devido a impactos negativos significativos, segundo um documento a que a Lusa teve acesso.
A construção do troço do IP2 que passa em Estremoz já havia sido chumbada pela Comissão de Avaliação de Impacto Ambiental, mas como o parecer desta entidade não é vinculativo coube ao Ministério do Ambiente uma decisão final.
A declaração de impacto ambiental, assinada a 22 de Agosto de 2007 pelo secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, diz que o "projecto induzirá impactos negativos significativos", nomeadamente em áreas de vinha, olival e montado.