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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Das Quintinhas para Santiago?

Hoje, dia 3, foi publicado na edição 719 do jornal Brados do Alentejo um breve apontamento acerca da abertura do concurso público para apresentação de propostas para a construção do novo quartel do Destacamento Territorial da GNR de Estremoz:

"Quartel da GNR em concurso
Segundo anúncio publicado no Diário da República, II Série, nº168, de 31 de Agosto está aberto o concurso público para apresentação de propostas para a construção do “quartel” do Destacamento Territorial da GNR de Estremoz. Nos termos do anúncio, o prazo para entrega das propostas é de 30 dias a contar da data da publicação na folha oficial e o preço base do empreendimento de 2 milhões e 800 mil euros. O prazo de execução da obra está fixado em dez meses.”


São boas notícias, principalmente, para os agentes desta Força de Segurança que passarão a usufruir de umas instalações dignas para o exercício das suas funções.
O problema, na minha opinião, reside na localização desta infra-estrutura que será construída no afamado ‘bairro’ das “Quintinhas”. O que será feito destas famílias?
Com a GNR à porta, não me parece que fiquem por ali muito tempo, apesar de estarem situados num local privilegiado, junto ao Modelo. Também não equaciono a hipótese de se construir um bairro social.
De todas as formas, quem já aplaudiu esta medida foram, de certeza, os moradores nas imediações daquele ‘bairro’ que não têm tido descanso. Desde telhados e vidros apedrejados, objectos roubados, noites sem dormir (devido às festas), ratos, ratazanas e cobras, tudo lhes tem calhado. (Não estou a acusar ninguém... estou apenas a constatar um facto).
Não deve ser fácil morar num local onde não se pode sair à rua com receio que as pedras lhe caiam em cima!!!
Quanto à nova localização destas famílias as opiniões dividem-se, mas permito-me deixar a minha (opinião) acerca de um local provável para esta mudança. Existe um bairro em Estremoz, que toda a gente fala mas que poucos conhecem, que é perito em “receber” toxicodependentes, gatunos, alcoólicos e, infelizmente, até porque não têm outra hipótese, famílias de baixos rendimentos. Estou a referir-me, como é óbvio, ao Bairro de Santiago.
Para mim, se nada se fizer, esta será a localização provável dos actuais moradores do ‘bairro’ das Quintinhas. A comprovar-se este facto, os gravíssimos problemas sociais que já existem no Bairro de Santiago irão agravar-se. Assim, antes de iniciarem as obras de construção do novo quartel é essencial que se tomem medidas para se realojarem estes indivíduos de etnia cigana, mas só aqueles com morada oficial no ‘bairro’. De contrário, corremos o risco de resolver um problema e estar a criar outro maior.