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sábado, 5 de setembro de 2009

"Das Quintinhas para Santiago. Não... Não, muito obrigado!”

Como acontece algumas vezes, decidi publicar na íntegra o comentário de um “anónimo” (perfeitamente identificável por mim) que reflecte a preocupação desta pessoa pelo Bairro de Santiago.

Também já referi inúmeras vezes que este blogue é de todos os que se preocupam pelo desenvolvimento da nossa cidade e que pretendem, de forma séria, resolver ou apontar possíveis soluções para os seus problemas.
Desta forma, quando estiverem interessados, basta enviar os textos para o meu email (
Jpereira.press@gmail.com) ou, se não se quiserem identificar, coloquem o texto como comentário de um post.
Obrigado
“Caro Jorge,
Mais uma vez aqui estou como anónimo. Não é ao meu gosto mas tem que ser assim, por motivos óbvios. Aprecio e valorizo a sua coragem, e a forma como está atento aos problemas de Estremoz. Já lhe manifestei pessoalmente. Não falamos muito, mas quando falamos compreendemo-nos mutuamente. Também sou dos que vivem o presente com preocupação no Futuro. O título do seu editorial, (que é actual, e oportuno)"Das Quintinhas para Santiago?", sinceramente, preocupa-me, não gosto e estou totalmente contra. O bairro de Santiago, é e será um bairro como todos os outros, simplesmente precisa de mais ajuda, mais apoio e mais atenção. Por favor, não deixem que isso aconteça, o bairro de Santiago, os seus moradores, e o seu Povo, não merece tal desgraça. Vivem no Bairro de Santiago famílias de vários extractos sociais, e etnias diferentes, mas respeitam-se mutuamente e vivem em comunidade. Mas realojar para ali as pessoas das Quintinhas, Não... Poupem-me, e poupem o bairro que poderá vir a ser o mais bonito e mais interessante de Estremoz. Assim as pessoas queiram, as autoridades colaborem e quem pode ajudar, que o faça. Se cada um fizer a sua parte, será fácil. Eu, farei a minha, como sei que você Jorge, faz a sua. Seria bom que todos dissessem "Presente". Deve continuar a noticiar e a fazer como faz,... "Bém" - Mas desta vez o meu título para o editorial, seria "Das Quintinhas para Santiago. Não... Não, muito obrigado.
Um Abraço”.
5 de Setembro de 2009 13:43




segunda-feira, 2 de março de 2009

Longe de ser uma medida urgente!

“Criaremos condições para a construção de parques de estacionamento nas zonas históricas”.

Este comentário foi ontem publicado no blog “Estremoz em Debate” do Albino Carrasquinho como sendo uma promessa do actual executivo.
Em relação a este tema, concordo que o estacionamento necessite de ser ordenado, mas falta de espaço para os carros não existe no Bairro de Santiago. Fazer parques de estacionamento é necessário, mas está longe de ser uma obra urgente!
Aliás, falta de espaços abertos é o que não falta neste bairro. O que falta é arranjo paisagístico que permita desfrutar destes espaços exteriores com qualidade e segurança.
Como é que num bairro que possui cerca de 800 habitantes, cerca de dez por cento da população de Estremoz e 40 da freguesia de Santo André, não existe um único parque para as crianças brincarem ou praticarem desporto e um único local para os mais idosos desfrutarem dos dias solarengos ou de um jogo de sueca?
Em relação a carros e concretamente a sinais de trânsito, estes são “coisa non grata” por estes lados. Simplesmente não existe sinalização no bairro.
Quanto ao fluir do trânsito, este será assunto para outro post, mas resumindo tudo apenas numa palavra… CAOS!
Sempre que falam no bairro olho para ele e verifico que de dia para dia se está a degradar!
Não percebo porque é que ao longo de tantos anos esta zona tem sido preterida em relação a outras da cidade?
Será que a “ilha braba”, como tantas vezes tive que ouvir na minha criancice, não merece mais atenção e dignidade?
Já o disse, mas volto a repetir e é bom que as pessoas se mentalizem acerca desta questão, se já temos problemas que cheguem, estes vão-se agravar quando o novo quartel da GNR for construído na zona das Quintinhas!
Qual será o local que estas pessoas escolherão para residir (!?)
Para mim, e “pelo andar da carruagem”, a resposta parece ser muito simples...

(Parques com as dimensões deste, que se pode observar na imagem, existem mais quatro)

sábado, 10 de janeiro de 2009

Bairro de Santiago – “Levar ao palco os seus actores!”

A assinatura de um protocolo de transferência de competências entre a Câmara Municipal de Estremoz e a Junta de Freguesia de Santo André poderá ser boa notícia para o bairro de Santiago. Vamos aguardar!!!
Há dois dias referi os problemas e dificuldades sentidas pelos moradores deste bairro. Hoje é dia de “levar ao palco alguns dos seus actores".



António Pataco
68 anos
Reformado


“O bairro está muito degradado! Não há interesse por parte da associação “Por Santiago” que, presentemente, está dissolvida. Nos últimos anos não se tem visto evolução nenhuma. Está muito sujo!”








José Fernandes
60 anos
Comerciante


“ O bairro de Santiago está péssimo. Não tem sido apoiado pela câmara ou pela junta de freguesia. Quanto à limpeza, há poucos varredores e não limpam as ruas todas como deve ser! Durante o Natal as únicas Portas da cidade que não foram iluminadas foram as Portas de Évora, no bairro.”



António Guerra
65 anos
Reformado


“O bairro está muito sujo e não há ninguém a varrer as ruas porquê?
Prometeram-nos tanta coisa e ainda não se fez nada…”






Optei também por documentar com fotografias os problemas que assinalei no primeiro post sobre o bairro de Santiago:
Quartéis
“Em condições sub-humanas existem famílias que se amontoam numa ou duas divisões sem quaisquer condições de salubridade.”






“Dificuldade de reconstrução urbana"

“Sujo”




quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O meu bairro tem 800 anos!

Núcleo histórico de forte influência árabe, com uma população envelhecida e proveniente dos estratos sociais mais desfavorecidos da sociedade, o bairro de Santiago confronta-se hoje com o mesmo tipo de problemas que outras zonas históricas por essa Europa fora: dificuldade de reconstrução urbana, dificuldade de mobilização social e dificuldade em atrair investimentos locais ou regionais.
As casas, na sua maioria, são pequenas, sem ventilação e não apresentam condições básicas de saneamento. Os chamados “quartéis” são o melhor exemplo do que não deve ser a habitação social. Em condições sub-humanas existem famílias que se amontoam numa ou duas divisões sem quaisquer condições de salubridade.
O outro problema, mais geral, é o de urbanismo e de desenvolvimento, numa zona deprimida e marginalizada, como esta. A população do bairro é fundamentalmente constituída por desempregados, idosos e pessoas que possuem poucos recursos, quer económicos, quer culturais. Estes são os principais problemas a apontar, mas existem outros… Os parques de estacionamento estão a perder terreno para as ervas daninhas e o empedrado abre buracos cada vez maiores devido à falta de manutenção.
Este bairro possui, ainda, inúmeros locais onde é possível proporcionar aos moradores e visitantes amplas zonas verdes de onde se poderia contemplar a magnifica paisagem, no entanto, estas zonas de lazer não existem. As únicas zonas verdes que existem são extensões imensas de ervas daninhas…
O Bairro teve, até hoje, duas alturas em que floresceu e se desenvolveu, referimo-me à época de construção da Torre e primeira coroa de muralhas (1223 – 1248) e, já após a Restauração, a construção das muralhas, portas e baluartes (a partir de 1642). O facto de as Portas de Évora nunca terem sido acabadas é uma curiosidade premonitória, já então o Bairro de Santiago era o mais desfavorecido e abandonado…
Actores involuntários deste teatro medievo, os habitantes do bairro de Santiago esperam e desesperam por melhores dias!!!

Em tempos, nestes dois locais existiram uns parques!!!
(Com tanto polidesportivo que fizeram pela cidade será que no Bairro de Santiago tiveram falta de espaço????)









Brevemente haverá "mais Santiago" com entrevista a moradores.